sábado, 29 de setembro de 2012

O campo de concentração de Sachsenhausen


Durante um tour por Berlim, descobri que havia próximo à cidade um campo de concentração. Ao saber daquilo fiquei instigado a ver de perto toda aquela estrutura e história que via em filmes. A princípio fiquei na dúvida em ir. Não só por que haviam vários outros lugares – uma vez que eu estava numa cidade revolucionária – com também tudo de ruim que aquele lugar representava na historia da humanidade.


Do centro de Berlim até a cidade de Oranienburg, onde se encontra o campo de concentração de Sachsenhausen, levei aproximadamente 1h (45 minutos de trem e 15 minutos caminhando). Comprei um bilhete válido para as área “ABC” durante 24h e segui, de estação à estação, rumo à cidade. Ao chegar optei por ir andando (o que me permitiu conhecer a cidade), mas, pode-se pegar um ônibus (linha 821) até lá.



Vamos lá...

Sachsenhausen foi construído no verão de 1936 – durante o governo de Hitler - para prisioneiros políticos. A propaganda em torno do campo tinha o objetivo de convencer o povo alemão que aquele lugar seria usado para reabilitar os prisioneiros e, depois de “curados”, devolvê-los à sociedade. É tanto que no portão a gente pode ver os dizeres “Arbeit Macht Frei” (o trabalho liberta), mas tudo não passava de uma grande farsa.

Portão do campo com a inscrição:
Arbeit Macht Frei ("o trabalho liberta").
Sachsenhausen foi um dos três maiores campos de concentração do regime nazista na Alemanha. Lá foram presos além dos judeus, vários estudiosos, professores, homossexuais e todos aqueles que eram contra o regime nazista. Muitas dessas pessoas morreram de fome por doenças adquiridas, trabalhos forçados, resultados de experiências médicas ou executadas à tiros ou nas câmaras de gás.


Sachsenhausen funcionou até abril de 1945 quando a derrota dos nazistas pelos soviéticos já estava praticamente certa. Os próprios nazistas ordenaram a evacuação dos prisioneiros na famosa Marcha da Morte, onde os incapacitados de caminhar foram mortos a tiros. Depois disso Sachsenhausen tornou-se prisão para os nazistas sob o comando dos soviéticos.

Hoje o local reúne vários museus. É conteúdo para um dia inteiro. Não considerei um passeio turístico, mas uma experiência de viagem!

Mais fotos e história:

Parte externa dos museus/barracões (interior do local nas fotos abaixo).
Mais de 400 pessoas viviam nesse espaço sufocante e em condições
subumanas

Espaço para higiene pessoal 


Banheiro coletivo

Pijama listrado usado pelos prisioneiros no
campo de concentração


Espaço para convivência para os prisioneiros




Dormitório



Monumento aos mortos


Acesso à câmara de gás

Celas individuais para presos considerados muito perigosos



A Estação Z era para onde centenas de prisioneiros eram levados de caminhão para serem fuzilados pelos soldados. O nome foi dado como um brincadeira mórbida - condizente com o campo de concentração - a entrada dos prisioneiros era pela Torre A e a saída pela Estação Z. Ou seja, ninguém deveria sair dali com vida.






As ruínas dos fornos de cremação provocam um dos momentos mais pesados da visita a Sachsenhausen. Depois de mortos, os corpos eram cremados.



Aqui ficavam as câmaras de gás e de fuzilamento. Quem era trazido para esse local achava que vinha a uma consulta médica, recebia roupas novas e entrava numa espécie de ducha para "relaxar da viagem". Mas, na verdade os presos estavam entrando numa viagem sem volta. Paredes com camadas duplas evitavam que o som das mortes escapasse, além disso, uma música era mantida constantemente em volume alto.

Alguns trechos extraídos do site: http://www.viajarpelomundo.com/2009/09/sachsenhausen-e-os-prisioneiros-do.html

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